Educação para o Trânsito: Uma demanda premente que é esquecida!

Veja o porquê a educação no trânsito é fundamental para evoluirmos como sociedade!


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que mais de 1,9 milhão de pessoas poderão morrer em acidentes de trânsito até 2020. Muita gente, não é mesmo? É por isso que, em 2010, a ONU estabeleceu, entre os anos de 2011 a 2020, a Década de Ação pela Segurança no Trânsitoque tem como objetivo o comprometimento de vários governos ao redor do mundo em reduzir pela metade o número de acidentes.

Nesse contexto, a educação no trânsito é, sem dúvidas, uma das principais pautas a serem levadas em consideração para cumprir essa meta. E pensando na relevância desse tema, fizemos um post para que você, motorista, ciclista ou pedestre, entenda a importância da educação no trânsito e o papel dos órgãos públicos e empresas nessa missão.

Por que a educação no trânsito é importante?

Além de fazer parte dos direitos e deveres de todos inseridos no espaço público, a educação no trânsito ensina valores essenciais para a formação do caráter de um bom cidadão, como cordialidaderespeitosolidariedade senso de responsabilidade. Por isso, é fundamental que o assunto comece a ser abordado na infância, enquanto o indivíduo começa a se entender como parte de um todo e aprende, seja na escola ou em casa, a conviver em sociedade. Esse aprendizado garantirá que, mais tarde, ele faça parte do trânsito de uma maneira segura e consciente.

Além disso, os avanços da tecnologia permitiram que novas medidas fossem desenvolvidas para contribuir com a formação de motoristas mais preparados – o que, consequentemente, aumenta a segurança nas vias públicas. O simulador de direção veicular é um ótimo exemplo de ferramenta tecnológica que usa a realidade virtual para educar novos motoristas, já que possibilita benefícios e aprendizados que o aluno não consegue obter nas aulas práticas.

Ao treinar os controles do veículo e testar os conhecimentos sobre as regras de trânsito absorvidas nas aulas teóricas, o condutor trabalha o autocontrole a segurança emocional em situações que simulam a realidade das ruas e estradas, sem se expor aos riscos que certas situações podem causar.

Qual o papel do Estado na educação no trânsito?

Órgãos públicos como o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e os Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito), por exemplo, promovem campanhas educativas com o intuito de conscientizar a população sobre os riscos do trânsito para motoristas e pedestres que não seguem as normas vigentes — como não dirigir alcoolizado, usar o cinto de segurança, atravessar a rua na faixa de pedestres, etc. — e os impactos sociais dessa negligência.

Além das campanhas, os órgãos públicos promovem eventos para discutir e formular projetos de conscientização no trânsito. Um exemplo disso é o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), que promoveu o III Encontro Nacional de Educadores, que reuniu educadores de trânsito de todo o Brasil para elaborar ações para o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). Na ocasião, foram discutidas problemáticas das vias, como a velocidade permitida, e os temas para as campanhas educativas em 2019.

Outra responsabilidade dos órgãos públicos é normatizar e regular o trânsito, implementando leis e fiscalizando sua aplicação, bem como a punição dos infratores. Essa função, inclusive, é fundamental não só no processo educativo como também na manutenção da organização no trânsito.

Qual o papel das empresas na educação no trânsito?

As empresas, principalmente as que atuam no mercado de transportes, são essenciais quando falamos em educação no trânsito. O principal papel delas é manter os seus motoristas bem capacitados e treinados.

Um estudo do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) demonstrou que, 90% dos acidentes de trânsito são causados por falhas humanas. Então, o desafio desse setor é grande.

Um bom treinamento para motoristas garante para a empresa, economia de combustível, redução dos custos de manutenção, menor incidência de acidentes e de avarias, para citar apenas alguns. Motoristas bem preparados trazem mais retorno. A experiência no mercado de transportes mostra que a realização periódica de cursos de capacitação, reciclagem e aperfeiçoamento de condutores é mais que uma boa prática. Trata-se de uma necessidade.

Como vimos, a sociedade, os órgãos públicos e empresas são peças-chave para garantir um trânsito mais seguro, o desenvolvimento de hábitos saudáveis e uma boa formação de pedestres e motoristas mais conscientes. Só contando com os esforços de todos teremos um ambiente mais seguro e pacífico no trânsito.

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